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O verdadeiro amor entre duas pessoas

Já li e ouvi em diversos lugares que viemos nessa vida para aprendermos a amar e sermos amados. A maioria de nós quer ser amado, quer receber o amor para “preencher o vazio” que sentimos. Isso, talvez, pelo fato de termos nos distanciado, por inúmeros motivos, do nosso amor próprio.

Não aceitamos nossas falhas, nossas imperfeições, nossas inseguranças, nossas incapacidades e queremos escondê-las de todos, principalmente de nós mesmos. Mas como podemos desejar que o outro nos ame por quem somos, se nós mesmo não nos amamos? E o pior, gerando em nós esse “tal vazio” que, para evitá-lo, vamos em busca do outro.

Passamos a vida buscando esse amor nas nossas relações, primeiro nos nossos pais e depois, ao nos tornarmos adultos, nos outros, especialmente nas relações amorosas. Buscamos companheiros (as) para não nos sentirmos sozinhos (as). Mas isso não parece um pouco egoísta e superficial, além de ilusório? Ninguém pode preencher esse vazio, a não ser nós mesmos. Será que esse é o amor verdadeiro que você busca?

Li, e concordo, que o amor verdadeiro entre duas pessoas só acontece, quando elas revelam, uma para outra, quem realmente são. Revelam-se na sua profundidade; nas suas falhas e nos seus acertos, nos seus defeitos e nas suas qualidades, nas suas belezas e nas suas não belezas, na sua luz e na sua sombra. Elas doam o melhor de si uma para a outra, pois o melhor que têm para oferecer são elas mesmas.

Assim aprendemos a nos amar verdadeiramente pelo que somos e a amar o outro pelo o que ele é. Aceitamos nossas falhas e imperfeições e a do outro também. Aprendemos a nos amar por inteiro e ao outro também. Estabelece-se, então, uma troca, damos e recebemos o melhor.

O relacionamento amoroso talvez seja um dos maiores desafios no aprendizado do amor, pois requer muita coragem (enfrentar os medos) e humildade para encarar e aceitar as nossas imperfeições e nos revelarmos ao outro, assim como também o aceitarmos e amarmos apesar de seus defeitos. Será que vale a pena abrir mão de uma experiência tão enriquecedora, tão profunda, tão verdadeira como essa, por medo e por orgulho? Penso que não. E aí, vai encarar?


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